Ele se diz um cara sem preconceitos.
Quanta bobagem.
Ele certamente é um dos caras mais preconceituosos que eu conheço e ele nem se dá conta disso.
Discriminar um ser humano só por ser diferente é uma das coisas mais deprimentes que existem. Qual o problema se uma pessoa tem uma cor diferente? Ou uma nacionalidade diferente? Ou, quem sabe, uma orientação sexual diferente?
Eu sempre pensei que amor não escolhe sexo. Na verdade, amor não escolhe nada. De que importa se a pessoa tem uma nacionalidade diferente da sua, ou uma etnia diferente da sua, ou uma posição social diferente da sua, ou tem o mesmo sexo que você? Se você ama uma certa pessoa, então nada disso importa.
Mas vivemos numa sociedade onde discriminar é normal. E sinto que uma revolta por isso.
Desde a adolescência eu imaginava como seria a minha vida se eu me apaixonasse por alguém do mesmo sexo, ou desejasse alguém do mesmo sexo. Isso nunca aconteceu de fato, mas acho que, por esse motivo, eu não sou hoje o tipo de pessoa que discrimina as outras pela menor diferença.
Ele é tão hipócrita. Mas essa hipocrisia tem um motivo. Orgulho de ser macho.
Esse orgulho que faz ele, e quase todos os outros homens se sentirem superiores só porque segue à risca o que a sociedade determina com ser um macho. Acho isso tudo uma merda.
Acredito que seria simples se todos se tratassem como pessoas e não com os rótulos que são definidos pela sociedade. Gays, lésbicas, negros, pardos, caucasianos, gordos, magros. Odeio rótulos. Preferiria não usá-los, mas a todo momento me vejo forçado a isso.
Imagino se um dia a sociedade se tornará algo parecido com que penso, mas isso parece ser apenas um devaneio utópico da minha cabeça.