Em todas as estórias que eu já li, me identifiquei com inúmeros personagens.
Fosse pelo jeito. Fosse pelos objetivos. Fosse pela personalidade. Enfim, sempre houve um personagem por estória com quem eu me enxergasse nele, mas Ryota Sakamoto acaba de superar a todos.
Um jovem desempregado, que mora com a mãe, e que se tornou viciado por video-games como se quisesse fugir da realidade. Durante a escola, ele era bom nos esportes e nos estudos. Ao terminar o colégio, ele entrou um curso técnico de computação, por desejar trabalhar naquilo que ele gostava, mas o curso era complicado demais, ele não conseguiu encarar e acabou desistindo cedo. Desenvolveu a mania de sempre fugir quando algo não o agradava. Ninguém parecia se esforçar para entendê-lo, e acabou se fechando em seu próprio mundo.
Nem tudo é parecido, mas até parece que Junya Inoue me usou como base para o personagem. Todos diziam que eu era um ótimo aluno, que eu teria um grande futuro, mas nada do que diziam aconteceu. Acabei me fechando no meu próprio mundo. O fato de que ninguém parece querer entender meu ponto de vista me irrita. Para eles, sou eu o errado e eles os corretos. Eles nem se quer me permitem explicar o meu ponto de vista. Eles apenas dizem suas opiniões, e me impõem aquilo como se fossem regra. Nem se quer se preocupam em perguntar o que é que se passa pela minha cabeça.
Desejo mudar, assim como Sakamoto, só espero que meu destino não seja o que a sra. Sakamoto fez ao próprio filho.