28 setembro 2013

7 meses de silêncio

Era bom tê-la por perto.

Uma das poucas pessoas com quem eu podia ser eu mesmo, conversar sobre qualquer coisa.

E como eu me importava com ela. Tudo o que mais queria era vê-la feliz, eu faria qualquer coisa pra ver um sorriso em seu rosto.

Mas as coisas mudaram.

Ela começou a namorar. Com um cara que ela dizia ser um amigo para ela assim como eu era, sendo que ele morava na mesma cidade que ela e eu não.

Bem, isso me diz que eu nunca fui um amigo como ele.

Nós, por três meses, conversávamos diariamente, mas, aos poucos, fui parando com essas conversas. Eu tenho sempre a sensação de ser um estorvo para as pessoas ao meu redor, principalmente para gurias que tem namorado, mas o ponto principal para a minha decisão foi ela ter dito que o meu jeito a confundia. E, depois que ela oficializou esse namoro, meu último ato nessa amizade foi enviar a ela um presente, o qual eu havia prometido antes disso. Desde então, silêncio.

Mesmo eu não falando com ela, ela me parece feliz. Tudo o que eu queria ver. Mas, então, o que é esse sentimento dentro de mim?

Ciúme? Creio que não, nunca a imaginei com namorada. Acho que isso tá mais pra azedume.

O fato é: felicidade alheia me incomoda, principalmente a "conjugal". Por quê? Nunca fui muito bem sucedido em ser feliz, muito menos consegui ser feliz à dois. É raro, muito raro, eu ver um casal feliz e não me sentir incomodado. Mas, apesar desse meu egoísmo, há, pelo menos, um motivo autruísta por trás disso.

Algo que não quero é vê-la sofrer. E homens já fizeram ela sofrer demais. Não quero que ela sofra, e eu não confio em homens, justamente por homem, eles sempre encontram um meio de fazer uma mulher sofrer.

Mas, enfim, prometi a mim mesmo não interferir, quer ela sofra ou não. Não vou voltar a falar com ela, a não ser que ela resolva falar comigo. E, espero, que ela nunca leia isso.