Ela vai embora.
Ela, que tanto mal me fez na minha infância, vai embora.
Ela, que certa vez me enfiou um lápis em meu braço direito me deixando até hoje uma cicatriz, vai embora.
Ela, que matou minha inocência, vai embora.
Ela, que infernizou minha vida, vai embora.
Ela, que me humilhou, vai embora.
Ela, simplesmente, vai embora.
Ela, felizmente, vai embora.
Ela, finalmente, vai embora.