16 setembro 2021

Gênero

 Durante o fim da infância e o começo daquilo que costumam chamar de pré-adolescência, um forte desejo permeava a minha mente: ter nascido mulher.

Isso, na época, não se deu devido a alguma insatisfação com meu próprio gênero, mas a uma percepção, provavelmente equivocada, que minha vida seria menos miserável sendo mulher.

O descaso e bullying certamente pregaram peças na minha mente. O suficiente para pensar que a culpa era minha por todas as desgraça que me acometiam. Mas meu cérebro já está tão acostumado que não acredito que haja saída.