...do suicídio.
...
Não. Pera.
Não é isso!
Bem...
Talvez seja.
Quem sabe.
Não dá pra ter certeza.
Mas é insuportável.
Incompreensão.
Incompreendido.
Arrependimentos.
Solidão.
Tristeza.
Morte.
Penso muito em morte.
Diria Raul:
"Talvez seja o segredo desta vida".
A vida é uma piada.
Mas não tem graça.
Que graça teria.
Alguns têm tudo.
Outros têm nada.
Eu tenho o vazio.
Não há nada.
Não importa que eu me importe.
Pois minha existência é um infortúnio.
O que eu posso fazer?
A cada dia.
A cada hora.
Cada segundo a mais é um sentido a menos.
Mas a falta de sentido não importa.
Não adianta o quanto eu sofra.
Não adianta o quanto me destratem.
Sou incapaz de abreviar a minha vida.
Talvez seja covardia.
Talvez seja falta dela.
Talvez seja empatia.
A empatia que não me dedicam.
Mas...
Talvez...
Não suporta que sofram por mim.
Eu sou indigno.
Eu sou impuro.
Eu sou humano.
Sou tudo o que há de pior...
Sou tudo o que há de podre...
Não há salvação...
Não há como salvar.
A autodestruição é iminente.
Não apenas para mim.
Para tudo.
A humanidade é podre.
Alguns não enxergam.
Outros abraçam a podridão.
E eu...
Ah!
Eu sou miserável.
Condenado a importar com o que eu mais desprezo...
Não importa o quanto me maltratem.