Hoje eu chorei.
Não era tristeza.
Simplesmente frustração.
Fútil. Sim, fútil.
Pois a frustração nasce da minha incompetência.
Da minha irrelevância.
Da minha incapacidade.
Da minha insuficiência.
Da minha insatisfação.
Da minha inadaptabilidade.
Preguiça. Letargia.
Desejo ser alguém melhor, mas ao mesmo tempo não desejo nada.
Nada possui sentido.
Mas, independente disso, o meu âmago busca pela aceitação.
Pela completude.
Pela compreensão.
Mas meu corpo não facilita tal busca.
Afinal, o inferno são outros.
Desisti de buscar porque não há esperança de encontrar nos outros o que meu âmago busca.
Tampouco há esperança de que alguém atento e perspicaz perceba a minha desgraça e decida me ajudar.
Agonia.
Desespero.
Infelicidade.
A espiral negativa na qual eu me encontro é algo incapaz de ser rompido.
Não por mim.
Não sem ajuda.
Mas ajuda de quem?
Egoismo, arrogância e prepotência é o que rege a humanidade. E eu não desejo receber nada disso ao me confessar com alguém.
É insuportável.
Não me parece haver escapatória de um vida de miséria.